Arquivo do mês de Abril, 2010

Mosaico romano “Utopia”

17 Abril 2010

Mosaico romano com 47m2

Ano: 2000

Materiais: mármore, granito e calcário ,

Pedrinhas : 1cm e  5mm

Este mosaico foi realizado com uma entrega total… Foi a realização de um sonho…

Todas as pedrinhas foram cortadas no meu atelier.

Cada passo era uma novidade para mim. Tinha de ir procurar informações que me ajudassem a perceber qual o melhor caminho para o passo seguinte.

A intuição e a dedicação ao trabalho, é a minha melhor ferramenta.

É o exemplo de que não existem impossíveis quando nos entregamos com amor aos nossos sonhos.

Obrigada a todos os que me apoiaram, muito em especial à minha mãe e ao meu marido, que não acreditando, deram sempre todo o apoio.

Este mosaico tem em média,  um milhão de pedrinhas.

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Pintura s/Tela “Republicanos”

11 Abril 2010

A pintora Dina – Dina Clara Rodrigues Lopes de seu nome completo – apesar de muito jovem, já se revelou uma artista plástica de grande mérito e originalidade.
Não é uma artista de escola. Procura e trilha o seu próprio caminho. Daí que os seus trabalhos, determinadamente situados entre o abstracto e o figurativo, não tenham paradigma. São dela e só dela.
Tecnicamente é grande o seu apuro. Lida com enorme à-vontade com as exigências do desenho e da cor. Mas, o que há na sua obra de mais notável, para mim, é que põe a sua arte ao serviço de ideias e convicções. Rejeita, nessa medida, o desprendimento da arte pela arte.
Possuo dois excelentes quadros dela, cada um em lugar de honra das paredes do meu quotidiano. E fico-me a longamente os admirar e inquirir. Ela quis, com eles, o quê? A resposta, intencionalmente, não é fácil. Exige interpretação, como convém. Ora são figuras da primeira República, esbatidas entre outros símbolos, ora silhuetas de monumentos com história. O palácio de S. Bento, por exemplo.
A cor foge ao excesso. É intencionalmente esbatida, mas de efeito conseguido.
A Dina, que além do mais conserva, se é que não cultiva, uma modéstia singular, é uma criaturinha gentil, mistura de força interior e inocência, a desvendar novos rumos e a explorar novos terrenos da arte de comunicar pintando.
Está condenada  a ser artista célebre, por mais que enjeite a celebridade. É que, por entre falsos artistas incapazes de desenhar uma mão, ou de captar o sentido de uma cor, ela desenha bem, pinta bem, e mete sentido em tudo o que pinta.
Tenho orgulho de ser seu admirador e amigo.

Dr. António de Almeida Santos
Lisboa, 18 de Novembro de 2003


The painter – Dina Clara Rodrigues Lopes, her full name – in spite of being very young, has already revealed herself as a valuable and original plastic artist.
She isn’t a mere artist, following the rules. She seeks and makes her own path with her paintings and drawings, placed between the abstract and the figurative, and they show no pattern. They are hers, created by her own mind and feelings.
Her technic is very keen. She deals easily with the demands of drawing and colour, but what is remarkable in her work, in what concerns me , is that she sets her ide as and beliefs at the same level as the concept of Art, in its proper sense.
I possess two of her paintings, and both of them, are in a very special spot of my daily life. I usually stand, timeless, in front of them and I don’t stop admiring them, questioning them. What did she intend to tell me, when i look at them? Intentionally, the answer is neither easy, nor clear. They demand interpretation, as they deserve. The characters are the ones of the 1st Republic, subdued among other symbols or  silhouettes of monuments filled up with History. Let’s take the example of the St. Bento Palace, in Lisbon.
There is no excess in colour. This is intentionally diminished, but the target is achieved.
Dina maintains, if not cultivates, a singular humility, she is a tiny little young woman, a mixture of inner strength and purity, revealing new routes and exploring new tendencies in the art of communicating, through painting.
She is condemned to be a famous artist, however, denying it. Indeed, among fake artist, unable to draw by hand or to capture the sense of colour, she draws and paints extremely well and makes her point in what she does.
I’m proud of her and of being her friend.

Dr. António de Almeida Santos
Lisbon, 18th November, 2003

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